
Trichet disse que se os sindicatos aumentarem os salários mais que 6,5%, a política de juros terá de ser revista. Sempre escutamos os tecnocratas dos BC's reclamando de deputados e senadores que tomam decisões erradas sobre taxas e gastos. Mas, essa é a primeira vez que vejo um Banco Central colocando a responsabilidade nas mãos de um pequeno grupo de não políticos.
A pergunta que fica é a seguinte: Estaria Trichet tomando parte na disputa entre trabalhadores e empregadores? Bom, se não tivesse se pronunciado, provavelmente, os salários saltariam. Por conseguinte, os juros seriam aumentados e a área de moeda comum poderia entrar em recessão.
Ao se manifestar, trouxe à discussão uma alternativa a ser considerada. Além do que, em seu domínio, os acordos coletivos voltaram a ter a força do passado, até mesmo contra a lógica macroeconomica. De certa forma, seus integrantes tem sorte, já que podem controlar o próprio destino.
Aos amigos,
Odara,
Marcos André Ceciliano
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